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A pandemia, a economia, o varejo (e as relações de consumo)

Por Rogério Silveira Jr – Bill

A pandemia atingiu de frente não só a estrutura de saúde pública mas também a economia de boa parte do mundo. No caso da saúde, a grande preocupação era o potencial de estrangulamento da capacidade de atendimento dos hospitais, o que infelizmente se confirmou em algumas cidades e nos levou a assitir um número considerável de mortes em diversos países. 

No que diz respeito à economia, os governos dos países de primeiro mundo colocaram a mão nos bolsos com vigorosos pacotes de socorro incluindo empresas e cidadãos. O efeito positivo dessas iniciativas ainda é questionado por alguns, mas é fato que poderia ter sido bem pior.

Por outro lado, algumas mudanças foram absolutamente aceleradas como a adoção do home office. Empresas e pessoas descobrindo que é plenamente possível trabalhar mais tempo de casa, com um nível de entrega semelhante ou até maior. 

O fato das pessoas estarem em casa impactou, ou ainda vai impactar severamente, o tráfego nas cidades (rush hours), o mercado imobiliário (com metros e mais metros quadrados corporativos devolvidos), entretenimento (cinemas, parques temáticos, shows, partidas de futebol)  e o varejo. Afinal, como ficarão as relações de compra a partir de agora? Muitos consumidores se aventuraram pela primeira vez no e-commerce, que saiu de cerca de 5% para algo próximo de 13% durante a pandemia, dados do Brasil. 

Nos Estados Unidos, onde o e-comerce já é mais consolidado e o movimento de fechamento de “malls” já vinha acontecendo, grandes redes varejistas tiveram na pandemia o seu golpe fatal como Neiman Marcus e JC Penney entre tantas outras. A Nordstrom entre outras precisou recorrer à recuperação judicial e sinalizar com o fechamento de 16 lojas. 

Por outro lado, o incremento de demanda leva às empresas de e-commerce um desafio na área logística. Armazenamento, processamento de pedidos e entrega. Nos EUA, a Amazon busca uma maneira de seguir com sua excelência logística, num ponto crucial: o chamado last mile. Como? Ocupando os espaços de lojas de departamento que fecharam nos shoppings como um depósito, bem próximo do consumidor, para processamento local e retirada de encomendas. 

O varejo físico vai acabar? Claro que não! Mas todo empreendedor que tem um endereço físico e uma porta aberta para o público precisa olhar em como fazer da visita de seu consumidor um momento especial. Com bons produtos, preço competitivo, comunicando bem no ponto de venda. 

E é na comunicação no ponto de venda que entra o digital signage. Displays digitais bem posicionados, com um gerenciamento eficiente dos conteúdos e produção digital de qualidade fazem a diferença nesse cenário de maximizar a experiência do consumidor e, claro, vender mais. Através do digital signage a empresa pode comunicar diretamente o consumidor, dentro do ponto de venda, sobre novos produtos, programas de fidelidade, promoções e uma série de outras informações relevantes. 

Experiência é o nome do jogo. O digital é fundamental dentro desse cenário. E o Digital Signage, ferramenta mandatória dentro do mix de comunicação digital das empresas. 


Rogério Silveira Jr – Bill, é sócio-fundador e CEO da Equinox Digital.

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